É fato que muitos fiéis procuram saber como funciona o dízimo da Igreja. Porém, nem sempre a resposta dada é a mais adequada, o que costuma gerar ainda mais dúvidas e confusões. Por isso, é importante entender o assunto de maneira profunda.
Nas próximas linhas, você vai descobrir tudo o que precisa saber sobre essa partilha tão importante para a Igreja. Em uma linguagem simples, mostraremos os principais fundamentos bíblicos, históricos e espirituais para essa doação. Confira!
Afinal, o que é o dízimo?
De acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dízimo é:
“Uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização” (CNBB, Doc. 106, n.6).
Na prática, isso significa que o dízimo é muito mais do que uma simples contribuição financeira. Ele é um gesto de fé, gratidão e compromisso com Deus e com a comunidade.
Quando devolvemos uma parte daquilo que recebemos, estamos reconhecendo que tudo vem de Deus e que somos chamados a partilhar com generosidade. Nessas horas, lembramos das vezes que passamos por dificuldades e a providência divina nos auxiliou, e isso nos motiva a fazer o mesmo pela Igreja e pelos irmãos.
Além de sustentar as atividades pastorais e de manter a estrutura da Paróquia, o dízimo pode ajudar em ações sociais importantes, como a manutenção de projetos de assistência a famílias carentes, distribuição de cestas básicas e apoio a creches e abrigos.
Assim, cada oferta se transforma em evangelização, acolhimento e solidariedade para a sua própria comunidade.
Quero ser dizimista do Santuário!
O dízimo está na Bíblia?
Com certeza! No Antigo Testamento, o dízimo (que significa “a décima parte” do salário), é recomendado inúmeras vezes.
Por exemplo, havia uma lei em Israel que recomendava a doação de uma parte dos bens para os serviços relacionados a Deus (cf. Nm 18,21-28). Antes disso, Abraão deu o dízimo dos ganhos conquistados na guerra, pois reconhecia que a vitória veio de Deus (Cf. Gn 14,17-20).
Já no Novo Testamento, São Paulo também orienta a partilha:
“Cada um contribui segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2Cor 9, 7).
Percebemos, portanto, que a doação para o bem da Igreja e da comunidade é mais do que uma recomendação bíblica: é uma grande forma de gratidão a Deus!
Desejo fazer uma doação ao Santuário
Como funciona o dízimo da Igreja atualmente?
Uma vez que sabemos sobre o que é o dízimo e seus fundamentos bíblicos, chegou o momento perfeito para esclarecer as principais dúvidas dos fiéis.
1) O dízimo é obrigatório?
A Igreja Católica ensina que o dízimo não é uma obrigação no sentido legalista, mas sim um compromisso de fé e de gratidão ao Senhor.
O Catecismo nos lembra que os fiéis têm o dever de sustentar a Igreja, cada um conforme suas possibilidades (CIgC, § 2043). Dessa forma, o dízimo não é só um mandamento, mas um convite ao amor e à partilha.
Ele deve ser dado com liberdade e alegria, como expressão de confiança na providência divina e de responsabilidade com a comunidade cristã.
2) O dízimo deve ser 10% do salário?
Seguindo a tradição do Novo Testamento, na Igreja Católica não há um valor ou percentual fixado para o dízimo. Como disse São Paulo, cada um deve contribuir segundo o seu coração.
Assim sendo, todo fiel deve partilhar conforme sua consciência e condições financeiras, ajudando na missão da Igreja, no sustento das comunidades e no apoio aos mais necessitados. Essa doação pode ser acima ou abaixo de 10% do salário, conforme a sua generosidade.
3) O dízimo deve ser frequente?
Como ensina o Documento 106 da CNBB, o dízimo deve ser estável e periódico, normalmente mensal. Isso é importante para que as paróquias e santuários prevejam a quantia que será recebida todos os meses, a fim de uma melhor organização.
Portanto, todo dizimista precisa ser fiel em sua partilha.
4) Quais os benefícios de ser dizimista?
Por fim, outra dúvida sobre como funciona o dízimo da Igreja são os benefícios para quem contribui. Olha só os bons frutos que essa prática pode trazer para você:
- Desapego e confiança em Deus – Ofertar nos ensina a não colocar nossa segurança apenas nos bens materiais, mas na providência divina.
- Fortalecimento da fé – O dízimo é um gesto concreto de gratidão, que aprofunda nossa relação com Deus.
- Espírito de partilha – Contribuir nos aproxima do Evangelho, ajudando na missão da Igreja e no cuidado com os mais pobres.
- Sentimento de pertencimento – Ser dizimista nos torna parte ativa da comunidade, colaborando com essa missão evangelizadora.
- Graças espirituais – Acredite, Deus retribui com amor toda generosidade recebida, trazendo não só bens materiais, mas também paz, união e felicidade.
Seja dizimista no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora!
Agora que você já sabe como funciona o dízimo da Igreja, certamente percebeu a importância dessa partilha para o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.
Aqui, seu dízimo é usado para garantir a continuidade das atividades litúrgicas, das ações pastorais e do auxílio aos mais necessitados. É a sua contribuição que mantém viva a chama da fé no coração de tantas pessoas, permitindo que sejamos um verdadeiro centro de acolhimento e transformação.
Colabore e fortaleça a evangelização do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora! Experimente a alegria de ajudar a Igreja a cumprir sua missão de levar Jesus Cristo a todas as famílias!